Maria Capelo e Pedro Paiva ou quando dialogar é um ato revolucionário
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“Maria Capelo e Pedro Paiva ou quando dialogar é um ato revolucionário”
Se há uma palavra, para lá de um (inesgotável) talento, que possa definir Maria Capelo (Portugal, 1970) é consistência. E se hoje a artista se tornou um dos nomes incontornáveis da sua geração, trazendo a atualidade de uma fidelidade à pintura e ao desenho, deve-o, apenas e só, a essa mesma consistência e essa capacidade de espera por um tempo de reconhecimento que parece ter chegado. A obra de Maria Capelo distingue-se não apenas pela representação de um lugar concreto, mas também pela forma…
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