E se houver uma praça de gente ao relento
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“E se houver uma praça de gente ao relento”
Às quatro da manhã, logo antes de uma imensa fileira de polícias marchar, com cães e armaduras negras, sobre o Rossio, os manifestantes cantaram, à capela, “Vejam bem”, de Zeca Afonso. Afinados, lentamente, docemente, entoaram “e se houver uma praça de gente madura e uma estátua de febre a arder”. No final, repetiram, em adaptação do original, cada vez mais baixo, até ao silêncio: “Dorme à noite ao relento na praça.” Mas ninguém — pelo menos ninguém dos que ali se manifestavam — dormiu ao…
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